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Treinador valoriza atuação do Atlético-MG, que abriu o placar contra o Botafogo, perdeu pênalti, desperdiçou chances de gol, e acabou cedendo empate nos acréscimos

Copo meio cheio ou copo meio vazio? Diferentemente da reação de vários torcedores, que não esconderam a irritação nas redes sociais após o empate em 1 a 1 com o Botafogo, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, o técnico Roger Machado preferiu olhar o lado bom do resultado. A insatisfação dos atleticanos faz sentido: o Galo abriu o placar no primeiro tempo, teve um pênalti marcado – e desperdiçado por Rafael Moura, que viu Jefferson defender -, perdeu várias chances de ampliar o placar e acabou levando o empate aos 48 minutos do segundo tempo, após um pênalti cometido por Matheus Mancini e cobrado por Roger. Victor fez a defesa, mas, no rebote, o centroavante botafoguense marcou.

Na entrevista coletiva após a partida, o treinador atleticano disse estar frustrado com o placar, mas destacou a boa atuação do Galo.

– Obviamente que o que todos nós vimos em campo foi um domínio nos dois tempos do jogo, com direito à penalidade defendida pelo Jefferson, talvez o responsável maior por deixar o Botafogo vivo na partida até os momentos finais. Criamos muitas chances, saímos na frente, tivemos oportunidades de aumentar o placar depois da penalidade desperdiçada. Não atribuo os lances cara a cara como preciosismo. O lance do Robinho foi uma grande defesa do Jefferson, no (lance) do Cazares, talvez (devesse ter dado) um passe para o Fred, mas ele tentou se desvencilhar do zagueiro. Claro, chances que não podemos desperdiçar. Minha saída do campo foi frustração pelo resultado, não pelo rendimento da equipe.

Questionado se no lance do Cazares, ao invés de tentar a jogada individual, não teria sido melhor o equatoriano ter passado a bola para Fred, que ficaria livre para finalizar, e se existe essa cobrança após as partidas, Roger Machado comentou sobre as tomadas de decisões.

– Faltavam dois minutos de jogo, sem dúvida. A cobrança sempre é feita, em cima do feedback de vídeo. Houve um lance semelhante com cinco minutos na Bolívia (na quarta-feira, contra o Jorge Wilstermann, pela Libertadores), um tiro de meta do goleiro, mal lançado, que conseguimos interceptar, e que também tínhamos a possibilidade de passar (a bola) para um jogador melhor colocado. Aí é tomada de decisão. A decisão mais adequada talvez fosse essa (o passe). Se o Cazares tivesse conseguido driblar o oponente, desse uma cavadinha e encobrisse o Jefferson, todos nós estaríamos aqui comemorando o golaço que ele teria feito. Naquele momento, é uma tomada de decisão do atleta. Evidentemente que temos uma cobrança em função das tomadas de decisão. A melhor tomada de decisão para a equipe, em primeiro lugar, depois as questões individuais.

O treinador comparou as frustrações de hoje e de quarta-feira (derrota de 1 a 0 para o Jorge Wilstermann, na Bolívia), e analisou o quanto uma vitória diante do Botafogo deixaria o Galo entre os primeiros do Campeonato Brasileiro.

– São dissabores diferentes. A gente teve que fugir da característica na altitude. Hoje não posso reclamar, mas esses dois pontos eram importantíssomos para nós fora de casa. Dos útimos 15 pontos, conseguimos 11. Uma vitória hoje nos colocaria em boa situação. Mas quarta-feira tem de novo. Tentamos criar alternativas, hoje foi o resultado apenas. Não posso deixar de destacar o empenho e as qualidades da minha equipe. Fizemos um grande jogo. Um gol aos 47 não pode apagar a nossa produção coletiva.

 

 

 

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